Pelos Olhos de Charlie

Neste blog escreverei críticas sobre filmes a medida em que eu os assistir. Para me ajudar, conto com a ajuda do carismático Charlie Brown. Com sua visão romantico-depressiva da vida, ele demonstrará a sua opnião a respeito do filme, com diversas variações de humor:Pulando; Sorrindo; Sentado e assistindo; Cara de quem comeu e não gostou; E até preparado para assassinar o diretor da pérola cinematográfica. Não esqueçam de comentar, afinal democracia é muito importante!!

Tuesday, February 01, 2005

Closer - Perto demais


A Rainha Amidala provou que é muito mais do que simplesmente a rainha da Galaxia.

Closer é o tipo de filme que vc lembrará, sempre que alguém disser que filmes Hollywoodianos são cheios de amores ultraromanceados, onde os protagonistas são perfeitos (idiotas). Você lembrará de Closer, porque ele mostra exatamente o contrário disso. A hipocrisia humana está a flor da pele, e todos os quatro protagonistas (na minha opinião é impossível dizer que um dos quatro seja coadjuvante) mostram isso com louvor.
Poderíamos dizer, que é um filme que mostra a vida como ela é, sem pudores, e com diálogos fortes (e muito bons, diga-se de passagem).


Ver a Julia Roberts retratando com detalhes a relação sexual que teve, é sem dúvida um marco no cinema (bem diferente de noivas fugindo, ou da Erin Brockovich). Jude Law, o mais novo galã de Hollywood, consegue transmitir veracidade ao espectador, mas o show a parte fica por conta de Owen e Portman. Ambos estão perfeitos no papel, e suas atuações muitas vezes provocam arrepios. O primeiro, tem uma expressão facial que poucas
vezes vi em cena, e Portman teve a atuação da sua vida.

A muito tempo eu não via um filme com relacionamentos tão críveis como em Closer. Tudo que vi na tela, é perfeitamente plausível de se ver por aí. Como já dito, toda a hipocrisia humana é retratada, e é possível ver o que somos capazes de fazer e aturar para ter ao lado a pessoa que amamos (ou não amamos, o que é pior ainda). Esse filme acentua o fato de que somos movidos pelos hormônios, mesmo quando existem outros vínculos em
nossas vidas. O mais interessante porém, é a ausência do vilão e do mocinho. Assim como na "vida como ela é", todos fazemos esses dois papeis, com defeitos e qualidades que juntas nos formam como pessoas. E eu acho que era isso que eu estava sentindo falta no cinema... ver personagens que se parecem com humanos, e não com alienígenas de Krypton.

Falando em alienígenas, faço um comentário final. Realmente a rainha Amidala é muito... mas MUITO mais do que simplismente a rainha de uma galáxia muito... mas muito distante. Salve Natalie Portman!!