Pelos Olhos de Charlie

Neste blog escreverei críticas sobre filmes a medida em que eu os assistir. Para me ajudar, conto com a ajuda do carismático Charlie Brown. Com sua visão romantico-depressiva da vida, ele demonstrará a sua opnião a respeito do filme, com diversas variações de humor:Pulando; Sorrindo; Sentado e assistindo; Cara de quem comeu e não gostou; E até preparado para assassinar o diretor da pérola cinematográfica. Não esqueçam de comentar, afinal democracia é muito importante!!

Thursday, May 25, 2006

O Código da Vinci



Li algumas críticas omeletianas antes de assistir o filme, e devo dizer que fui ao cinema bastante receoso. Aqueles que viram o filme antes de mim concordavam com as críticas, e cada vez mais a minha expectativa diminuia em relação a tão aguardada película, ainda mais, que eu havia lido o livro, e era mais um fã incondicional da história criada por Dan Brown. Talvez toda essa atmosfera negativa tenha contribuído para eu sair do cinema bastante satisfeito com o que vi, ou simplesmente, a adaptação tenha sido realmente satisfatória.

Sem dúvida nenhuma, o material que Ron Howard pegou é de primeiríssima qualidade, porém, ele é oriundo de um livro onde a tensão é constante, e a narrativa muito bem conduzida, o que tornou o seu trabalho extremamente árduo, pois as comparações seriam inevitáveis. Contudo, no meu ver, estas comparações são totalmente equivocadas, pois um livro é uma mídia completamente diferente de um filme, e tentar comparar os dois seria o mesmo que tentar contar um sonho. Por mais que nos esforcemos, não vamos conseguir retratar de uma forma adequada aquilo que se passou em nossas mentes enquanto dormíamos. Toda a perfeição das cenas vai se perder, não importando o quão bom contadores de história nós somos. E quando um diretor consegue realizar essa proeza, o filme se torna uma obra prima do cinema (Salve Peter Jackson!).

Pois bem, por mais que não tenha sido uma obra prima, O Código Da Vinci é um bom filme sem dúvida alguma. Esqueça as desventuras do livro, mergulhando fundo no mundo do filme, e você perceberá que está completamente envolto na ótima estória (ou história?? Prefiro não entrar nessas polêmicas...), praticamente tentando desvendar os enigmas e anagramas junto com Robert Langdon. Aliás, Tom Hanks está apenas mediano na pele do simbologista, ao contrário do fantástico Sir Ian Mc Kellen, que realiza uma de suas melhores atuações. Ele sozinho vale o ingresso.

Como pontos negativos, eu digo que o filme está um pouco corrido demais (embora não seja nada curto), com os acontecimentos se atropelando um pouco (claro que tudo devido a diferença de linguagem que citei anteriormente). A sagaz Sophie Neveu está ligeiramente estúpida nesse filme, boiando em praticamente todas as conversas, e fazendo perguntas como uma criança de 5 anos. Por sinal, este é o terceiro e último ponto negativo do filme. Estes interrogatórios infantis não se restringem à personagem de Audrey Tatou, e acabam tornando o filme um pouco explicadinho demais, quase insinuando que aqueles que o assistem, são crianças de 5 anos. Provavelmente isso foi proposital. Talvez uma tentativa de atingir uma maior massa (sempre o dinheiro...), mas despertou um pouco de ira em seres possuidores de massa cinzenta que foram assitir a um filme cuja estória (ou história... mas deixa pra lá!) é repleta de pontas que devem ser unidas pelo próprio expectador. Mesmo assim, esses pontos negativos estão longe de tornar o filme ruim. Eu recomendo, e o Charlie também.